quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Criminosos trocam ataque a banco por roubo de carro

Para financiar o tráfico de drogas, em vez de roubo a banco, os criminosos escolhem cada vez mais o roubo de carros. Essa é a avaliação do delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, como uma das hipóteses para explicar o crescimento do roubo de carros no ano.

Nos oito primeiro meses, foram roubados 58.948 carros no Estado, 15,3% maior do que no mesmo período do ano anterior.

Na capital, a tendência é parecida. Foram roubados 30.075 carros até agosto, valor 16% maior.


Ao mesmo tempo, o roubo a banco foi o crime patrimonial que mais diminuiu. Em agosto, foram 12 bancos roubados no Estado, 52% menos do que em agosto passado. Os 140 bancos roubados nos oito primeiros meses representam 21% a menos. "As câmeras de segurança hoje mostram até a cicatriz do ladrão. Antes, não permitiam identificar ninguém. Também aumentou a transação de dinheiro virtual. O resultado é que o roubo a banco envolve um risco imenso, para resultados modestos. Por isso, o carro se tornou a forma de arrumar dinheiro para financiar o tráfico", afirma Carneiro.

Considerando os distritos policiais, a capital continuou com tendência de aumento de clientes contra o patrimônio na periferia e diminuição nas regiões centrais.

Nos oito primeiros meses, dos dez distritos que registraram maior aumento de roubos de carros, oito estão fora do centro expandido (exceções foram Santa Ifigênia e Ipiranga). Já entre os dez que tiveram maiores quedas, só dois são da periferia: Jardim Aricanduva e Parque São Jorge.





Fonte: Jornal da Tarde (São Paulo)

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