segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Como recebo indenização em casos de Roubo/Furto de meu carro?

Desculpe-me chorar minhas mazelas com você, mas é que, apesar de trabalhar com seguros, sou um cidadão comum e as coisas também acontecem comigo. Tenho dúvidas, insegurança e problemas como qualquer outro. Acho que, contando e fazendo de meus problemas como exemplos, assim facilito a compreensão de todos. Já estive envolvido em alguns poucos acidentes, porém, felizmente, nenhum com vítimas. Me considero um bom motorista. Tive também dois carros furtados e um roubado (para quem não sabe, o furto é quando o carro é tirado de você sem violência, enquanto o roubo é mediante violência). O primeiro deles foi um Chevette, lá pelos idos de 1998. É isso mesmo, estou ficando velho. Depois foi um Uno e, mais recentemente, um Pálio. Com a sorte que tenho um dia estarei com minha foto estampada nas paredes das seguradoras como “persona non grata”: só dou prejuízo.

Sempre recebi as indenizações de forma satisfatória. Digo para todos que o normal é as seguradoras pagarem e, o anormal, é se negarem a fazê-lo. Uma das vezes, entretanto, tive um pouco mais de trabalho que as outras. Foi o Uno. Eu tinha acabado de comprá-lo, acho que uns quatro ou cinco dias. Estava bastante contente. Estacionei o “carrão” na via pública, em local determinado pela Prefeitura. Tudo certo. Ao final do expediente convidei meus colegas de trabalho para dar uma volta, tomar alguma coisinha e depois ir para casa. Fomos em grupo, eu e mais quatro. Quando cheguei no local aonde havia parado, não encontrei nada. Alguns estilhaços de vidro e um espaço vazio. Vazio também ficou meu coração. Todos acharam que eu estava brincando, mas quando viram meus olhos mareados e minha cara de aflição, tomaram pé da coisa. Destino: Delegacia.

Até aí nada demais. Seguro feito com antecedência. Somos profissionais da área. Tudo certo. O problema não estava no seguro, mas sim no carro. Comprei financiado em 48 prestações e só tinha pago a primeira! Você já comprou carro financiado? Pois é, até quem nunca comprou carro financiado sabe que, com os juros brasileiros, você paga quase dois carros e leva apenas um. E o meu os bandidos me levaram. A seguradora paga o valor do veículo no mercado ou o valor determinado na apólice. No meu caso, o valor da indenização não dava para pagar o financiamento, mesmo depois que a financeira amortizou minha dívida para pagamento antecipado pelo seguro. Conclusão óbvia: perdi o carro e perdi dinheiro.

As seguradoras quitam primeiramente o financiamento para depois, se sobrar, lhe indenizar. Sempre, é claro, limitado ao valor da sua apólice de seguro. Não são as seguradoras as culpadas disso, a culpa é de uma junção entre o sistema jurídico e bancário brasileiros. Pelo menos o meu prejuízo foi pequeno, pois a maior parte foi paga pelo seguro.

Como é meu costume vou lhe dar algumas dicas para minimizar possíveis prejuízos se você tem carro financiado:

a) Faça seguro corretamente e com seguradora registrada na SUSEP. Não existe nada melhor;

b) Faça seguro aumentando o fator de ajuste da tabela Fipe. Exemplo: 110% do valor da tabela;

c) Peça também para incluir a cláusula de despesas extraordinárias em seu seguro. Ela ajuda mesmo que você não tenha carro financiado. Clique aqui para saber mais sobre a cláusula de despesas extraordinárias;

d) Tome todos os cuidados possíveis para não entrar nas estatísticas;

Por fim, sabedoras destes problemas, algumas seguradoras já se movimentam para minimizar os prejuízos de seus clientes, criando cláusulas que atendem especificamente a estes casos. Consulte uma de nossas operadoras para saber mais: www.industriadoseguro.com.br.

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